9 de janeiro de 2011

Das despedidas, resoluções e outras coisas

Do ano que passou me restou a satisfação do sonho realizadíssimo, assim, superlativo. Despeço-me sem pesares. Das resoluções, quero mais presenças. E flores na varanda. No mais, paz. Faz alguns dias descobri que solidão é não amar. Dos silêncios tenho pausas longas, intermináveis. Pausa é tempo. Silêncio também compõe música. Um dia desses caminhei de olhos fechados. Foi bom, sabe? Não sei se pelo vento que afagou os cabelos ou pela vulnerabilidade consentida. Tenho convivido bem com isso atualmente. Estou completamente desconstruída do passado, de mim mesma, deles. Não insinuo, já disse, tenho primeiras, segundas, terceiras intenções. Depende dos olhos de quem sente. Sumirei, até por tempos longos, e pode ser de propósito. Rio amarelo. Amaria se pudesse viver uma coisa simples, sem ares de imutabilidade. Amaria que fosse chegado o tempo, sutilmente. E chegou de mansinho, antes de o trem partir. Foi bonito. Uma desconfiança: o calendário terminou ou fomos nós que começamos? Quem lê, entenda.

12 comentários:

Priscilla Cavazzotto disse...

Olá!
Adorei seu cantinho e agora te sigo!
Beijos meus!
Uma ótima semana pra ti!

Larissa Lorena disse...

o calendário terminou ou fomos nós que começamos?

Depende do objetivos :D

Luana Gabriela disse...

Saudade! É tudo que posso te dizer!

Saudade, Maria!


bjo

Débora Cecília disse...

ler você é como andar de olhos fechados e sentir esta delícia que você conhece bem...

Diego disse...

Maria, você nem me conhece, mas acompanho seu blog há algum tempo. Acho lindos os seus textos e a forma que você escreve. Só acho que você poderia nos dar o prazer de mais posts... :-)

Abraços!

Desnuda disse...

Querida Maria,

"solidão é não amar". Uma verdade! Pena que quando estamos entregue a este sentimento, poucas vezes temos este positivismo em mente. Se tivéssemos não teríamos esta sensação ruim de solidão.

Quanto ao calendário é fixo, determinado. Nós temos ciclos,fases, inconstâncias e irregularidades até um recomeço ou começo voluntário ou involuntário.

Carinhoso beijo e abraço apertado, querida.

:) disse...

Estamos na mesma Maria, se despedindo no superlativo.

No começo pode até dar um frio na barriga, um medo ou até mesmo uma agonia, mas a solidão é uma música sim, que quando bem ouvida e bem cantada nos transmite a seguinte mensagem: AUTO-CONHECIMENTO.
Feliz novo recomeço! Feliz tudo novo de novo!
Terminamos e começamos infindávelmente, mas assim caminhamos felizes!
Bjos querida!

Caroline. disse...

que delícia de blog!
eu amei aqui! Muito lindo...
Estou seguindo. Parabéns!

Abraço.

http://carolinepensando.blogspot.com

fernando disse...

Respondendo a pergunta, nem uma coisa nem outra, apenas continuamos, envelhecido, mas renovados...Diferentes, eita, Heráclito!
Ah, como eu também gostaria de ter esta experiência com o simples.

Poetinha Feia disse...

" Faz alguns dias descobri que solidão é não amar."

Os versos tão simples e precisos
revelam a delicadeza de sua escrita!

É tão bom brindar o ano que inicia lendo coisas que acolhem a alma...

Beijinhos

Grã disse...

Sua presença é sempre motivo de alegria, que elas sejam frequentes neste ano... sua presença e a alegria!

Beijo, querida.

Branca disse...

Começos, recomeços...novas oportunidades.
Excelente texto Maria!
Realmente, solidão é não amar.
Só está sozinho aquele que não se doa.

Bjo amiga e uma semana de muita paz!