11 de janeiro de 2009

(In)sensatez

Nunca admirei a insensatez. Nunca achei atraente a leviandade. Ah não, não me refiro ao surpreendente. Acredito que alguns pequenos delírios precisam ser cometidos. Como exceções que são a própria regra. Entendeu? Talvez nem eu. Mas o fato é que bonito mesmo eu acho a segurança. Divertir-me e brincar de cometer loucuras, mas com confiança, com o passo certo. Não leve por insano o que escrevi, não deve haver caminho sempre certo, mas o passo sim. Aliás, o que é minha definição de ser feliz: o passo certo, a caminhada, a viagem. Não creio que vá chegar à felicidade, acredito que ela é companheira de viagem até... Bem, até o fim destes dias. Acho miserável a associação de viver intensamente com viver irresponsavelmente. Consigo viver intensamente estando sóbria, parada e sozinha. Não preciso abusar da minha saúde, nem exceder meus limites e nem brincar com o sentimento de ninguém para me divertir. É quase deprimente precisar do que não me faz bem para assim estar curtindo a vida. Prazer é talvez o que há de mais particular, cada um sente o seu, pelo motivo que lhe for mais aprazível. Mas colocar a satisfação e felicidade em ser inconseqüente e sentir deleite no delirante chega a causar pena, pela precipitação, pela inconstância. Graça para mim é viver a vida com prudência, esta que não torna a vida monótona, pelo contrário, traz sensibilidade suficiente para cometer as maiores loucuras, não por insensatez, mas por astúcia de saber que a vida há de ser assim: surpreendente e intensa, sem para isso, precisar ser vil.

10 comentários:

Patricia C. disse...

engraçado que eu sempre admirei a insensatez, a loucura, a imprudência. não dessas de fazer mal aos outros, mas uma aventura louca de pegar uma mochila e enfrentar o mundo sem preocupações.
o mais engraçado mesmo é que nunca fiz isso na minha vida. sou tão prudente como você.

Esterança disse...

Oi querida Maria,

vc me adicionou para seguir meu blog no Esterança. Tive um problema com meu antigo endereço, o blogue continua o mesmo, mas com outra URL:


http://esteranca.blogspot.com

(sem cedilha)


Por favor, adicione-me de novo, sua presença em meu blogue é imprescindível!


Obrigada e desculpa o transtorno!


abraços da ESTER.

Sidney Andrade disse...

Ah, Maria, sabe o que é não saber comentar? Tenho a nítida impressão de que os textos que mais me revelam não são meus. Este, talvez, seja um deles.

Já aconteceu comigo algumas vezes de me perguntarem: o que você faz nas horas vagas?
E eu sempre respondo: eu leio.
sendo esta a réplica: sim, mas o que você faz pra se divertir?

De fato, Maria, a noção de emoções fortes é bem variável.

Gabi disse...

Acho miserável a associação de viver intensamente com viver irresponsavelmente.


-Eu tb.

Ruberto Palazo disse...

Voce disse de forma direta e simples tudo que acredito. Felicidade é nossa companheira e nao é preciso excessos para andar com um sorriso no rosto e um sentimento de felicidade. Mas apesar disse respeito aqueles que seguem esse outro caminho, afinal devemos buscar andar ao lado da felicidade, seja como ela for... já abusei e hoje sigo de uma forma mais calma, porém muito feliz. Porém adoro quebrar regras, acho os os verdadeiros caminhos fogem as regras naturais sem que para isso precisamos ser vis...rss

Beijo...

Ps. Apesar de meu topete estar para baixo hoje, fiquei curioso para saber como me chamarias dependendo do meu topete, rss

fernando disse...

Gostei muito do seu texto, pois concordo plenamente com a idéia explicitada nele.
Muitas pessoas não entenderam o conceito de Carpe Diem e ao invés de procurar esclarecer-se preferiram deturpá-lo.
Há também uma sábia distianção entre prazer e alegria feita pelo filósofo Bergson.

Luiz Gonzaga disse...

A minha insensatez, por hora, resume-se a minha cerveja. Considero apenas uma insensatez de pequeno porte; há piores e mais incisivas. Valeu!

Qualquer Um disse...

"Mas o fato é que bonito mesmo eu acho a segurança."

Bonito mesmo é o Blog da Maria:-)
Belo texto
Um ab
Edu

robovelson disse...

oi td bemhhh



as vezes sou insensato..na maioria das vezes sóbrio..meu jeito é ser quem eu sou c algumas doses de gelada..mas sou mesmo inconsequentemente variável e instável..quem não eh...



bjocasss

Desnuda disse...

Concordo com você Maria. É sensato agir desta forma. E está corretíssima na sua explanação. Um excelente texto, sem dúvida. E reconhecemos a diferença logo logo pelo resultado desagradável que se apresenta. Obrigada pela partilha deste texto, querida!


Grande beijo