27 de julho de 2008

O amor

(...) o Novo Testamento foi originalmente escrito em grego, e os gregos usavam várias palavras diferentes para descrever o multifacetado fenômeno do amor. (...) os gregos usavam o substantivo agapé e o verbo correspondente agapaó para descrever um amor incondicional, baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. É o amor da escolha deliberada. Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra agapé, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor.



__ Pensando nisso agora (...) parece bobagem tentar mandar alguém ter um sentimento ou emoção por alguém. Nesse sentido, aparentemente Jesus Cristo não queria dizer que nós devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins, ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente. O que ele queria dizer era que devemos nos comportar bem em relação a elas. Eu nunca tinha pensado nisso dessa maneira.



__ (...) Claro! Os sentimentos de amor talvez possam ser a linguagem do amor ou a expressão do amor, mas esses sentimentos não são o que o amor é. (...) "O AMOR É O QUE O AMOR FAZ".



__ (...) eu percebo claramente que há ocasiões em que minha mulher não gosta muito de mim. Mas ela permanece ao meu lado, de qualquer modo. Ela pode não gostar de mim, mas continua a me amar e manifesta isso por suas ações e envolvimentos.



Nem sempre posso controlar o que sinto a respeito de outra pessoa, mas posso me controlar como me comporto em relação a outras pessoas. (O Monge e o Executivo - James C.Hunter)

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Tenho uma idéia muito particular e diferente do que seja amor – e sempre menciono isso. Não que despreze o conceito que cada um tem, e tudo em que acreditam. E talvez nem tenha tanta autoridade para escrever ou opinar sobre o que há de mais profundo nesta vida - o amor. Mas sempre entendi que amar tinha um sentido mais elevado do que o que as pessoas costumavam resumir em “borboletas no estômago” que vi tantas vezes, em segundos, transformarem-se em ofensas, desrespeitos e ódio. Para mim, não teria sentido algum viver, se isso fosse amor.

"Não há nada que possa alcançar o amor, a não ser o próprio amor, pelo amor. Não há nada que ele possa atingir, a não ser a si mesmo". (Brasigois Felício)

Uma frase simples que explicou o que eu sempre acreditei ser amor: O AMOR É O QUE O AMOR FAZ. E ponto.

25 de julho de 2008

Menino

Um menino britânico de 8 anos, Reece Fleming, tinha leucemia há quatro anos. Depois de saber que o menino tinha pouco tempo de vida, os pais decidiram realizar todas as suas vontades, segundo informa nesta sexta o jornal espanhol 20 Minutos. Em maio deste ano, os médicos disseram aos pais de Reece que ele teria apenas algumas semanas de vida. Desde então, o casal decidiu fazer tudo que estivesse ao seu alcance para que fosse feliz em seus últimos dias de vida. O maior sonho do menino era reencontrar a amiga de escola Elleanor Purgslove. Os dois retomaram a amizade e ele decidiu pedir a mão da menina em casamento. Ela aceitou e os pais de ambos organizaram a cerimônia. Embora sem valor legal, a celebração teve direito a alianças, registro, passeio de limusine e jantar, como qualquer outra festa de casamento. A cerimônia aconteceu no dia 4 de julho. No dia 5, Reece morreu em casa, com seus pais. A mãe contou ao jornal britânico Daily Telegraph que, depois de realizar seu sonho, o menino lhe disse "agora posso ir-me".

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Mesmo que por um dia somente, ele realizou o maior sonho de sua vida. E soube ser grato por isso, sem cobrar justiça ou lamentar por não ter mais tempo. Fiquei completamente enlevada, encantada com essa história. A lição de vida de ir em paz por saber que amou o quanto lhe foi permitido, e ser agradecido embora o tempo, um dia somente, pudesse parecer insignificante. Creio que neste único dia ele soube o valor da vida, do amor, dos sonhos, que milhares de pessoas passam uma vida longa sem saber ou perceber. Definitivamente amor, puro, legítimo e elevado. Definitivamente lindo.

“Dois namorados olhando o céu chegaram à mesma conclusão: mesmo que a terra não passe da próxima guerra, mesmo assim, valeu”. (Paulo Leminski)